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sexta-feira, 4 de junho de 2010

CADILLAC RECORDS:


Meu Cadillac Blues!

Baseado em uma gravação de rádio, Cadillac Records é um filme que aborda a história da gravadora que deu voz aos negros. Que na época vivia em plena segregação racial, o preconceito contra eles era voraz; Mulheres lindas, vistosas, chiques, e negras! Eram obrigadas a levantarem-se dos acentos dos ônibus para mulheres Brancas. No meio dessa loucura surge a CHESS RECORDS, do Executivo Leonard Chess (Adrien Brody). Judeu de origem pobre acaba montando um Bar, e depois à gravadora que ia influenciar os maiores nomes da música mundial.

Localizada em Chicago, por lá passaram vários nomes do Blues, Rhythm Blues, entre outros. Muddy Walters foi o primeiro a ser contratado pela gravadora de branco com som negro. Ele amplifica sua guitarra e com sua voz, cantavam as dores do Blues. No entanto ele não guardava rancor, apenas as colocavam pra fora com seus solos e slides as magoas da vida. Já o Pequeno Walter, era um tanto louco genial, um dos primeiros a tocar a gaita amplificada. Bebia, brigava; malandro se metia em varias confusões, mas com a sua harmônica, se tornava um mestre com seus solos intermináveis e tocantes. Tocava de forma diferente, ele não preenchia espaço, apenas era o espaço. Little Walter (Columbusv Shorti) interpreta “My Babe” de Willie Dixon, Bêbado, alucinado com seu primeiro porre de álcool, My babe, fica irreverente na voz do walter, empolgante e etílica no filme.

No cenário de sexo, drogas, R&B, violência e segregação, onde um negro com violão e de cadillac, tinha poder pra época. Os altos e baixos enfrentados por seus personagens, mostrado no filme. O fato é que ninguém queria tocar, produzir aquela música de negros, mas a Chess Records quis. Gravou e ganhou muito dinheiro com isso.

Mas Adiante, Etta James (Beyoncé Knowles) era a mulher que cantava no tom dos homens. Com sua voz marcante interpreta AL Last, o sentimento Põe-se pra fora naturalmente, Flui junto com as dores do mundo. Tanto ela como o pequeno Walter, ao contrário de Muddy, não conseguia viver uma vida sem magoas, remoia o passado e aquilo a consumia.

Continuando a história... A Chess Records, a cada sucesso gravado e vinculado nas rádios era motivo de premiação, Leonard Chess dava Cadillacs aos seus ”protegidos”. O Moço negro do cadillac vermelho comia e dormia no carro, não financiava os restaurantes e pousadas segregacionistas. O nome dele era Chuck Berry. Que com sua música tornou-se a galinha dos ovos de ouro da Chess. Ninguém sabia o que ele tocava­­­­­­ ­--- Muito Blues para o country e muito country para Blues, ou seja, ninguém sabia o que era aquelas danças e nem ia saber se a CHESS não tivesse dado a chance para mostrarem do que eram capazes.

Agora negros e brancos freqüentava o mesmo salão, divididos apenas por umas cordas, na metade do show não existia etnia e sim música, não cor, só som. Chuck é acusado de manter relacionamento com uma fã de menor de idade e ele é preso. Nos shows o que prevalecia era a música e não a cor.

Por ser um conteúdo histórico, o filme é muito interessante, e além do mais, a base da música é blues, um ritmo que todo mundo quis tirar vantagem. Várias bandas tiveram influências do som deles, como por exemplo, Bob Dylan e os Rollings Stone, que é o nome de uma música do Muddy Walters. Imaginem o que seria esses tempos de hoje sem a guitarra e a voz de Muddy, sem a gaita amplificada do Pequeno Walter. Eles amplificaram o Som, mas não para ficarem mais altos, porque já eram, mas sim para energizarem, eletrificarem os corações.